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A ESCOLHA DA GRAMA IDEAL: COMO DECISÕES TÉCNICAS VALORIZAM O PROJETO PAISAGÍSTICO

  • Foto do escritor: Por Bruna Sakamoto
    Por Bruna Sakamoto
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura

Projeto com a Qually Grama - Fonte: quallygrama.com.br


Fala, paisagista! Vamos conversar sobre um elemento do jardim que está sempre em evidência e que o cliente repara logo de cara: o gramado.


Pode reparar: ele é um dos primeiros pontos de contato visual e sensorial com o projeto. E justamente por isso, qualquer falha, uma mancha, uma borda mal resolvida, um desgaste por pisoteio, salta aos olhos. A percepção de qualidade do jardim muitas vezes começa (ou termina) ali, no tapete verde.


Como lembra o arquiteto paisagista Marcelo Vassalo:


“O gramado está ali, no campo de visão do cliente o tempo todo. Qualquer falha salta aos olhos.”

Marcelo Vassalo no podcast Arte da Mata


Apesar disso, ainda é comum ver gramados sofrendo com escolhas inadequadas. O cliente reclama que a grama manchou, invadiu os canteiros ou não resistiu ao uso. E muitas vezes o problema não está no projeto como um todo, mas justamente na definição da espécie.


Projeto com com a Qually Grama - Fonte: quallygrama.com.br


O gramado certo depende do contexto


Cada projeto exige uma leitura técnica cuidadosa: tipo de solo, clima local, exposição solar, frequência de manutenção e uso da área. Quando algum desses fatores é ignorado, o risco de falha cresce.


Em regiões com calor intenso, como Nova Odessa, a escolha equivocada pode ser ainda mais sensível. A paisagista Fernanda Dagrela já viu isso acontecer na prática:


“Cada lugar pede um tipo. Aqui em Nova Odessa, por exemplo, se não for uma grama que aguente o calor, ela queima fácil.”

Exemplo de uma grama em má condição


Durante sua participação no podcast Arte da Mata, Carlos Michetti, engenheiro agrônomo e responsável técnico na Qually Grama, destacou que a escolha correta da grama só funciona se vier acompanhada de instrução clara:


“A grama certa, sozinha, não resolve. O que faz a diferença é quando ela vem acompanhada de orientação técnica. Quando o cliente sabe como irrigar, cortar e cuidar, a chance de dar errado diminui muito.”

Carlos Michetti no Podcast Arte da Mata


Michetti também compartilhou casos em que a escolha incorreta da grama levou clientes à frustração. Um deles chegou a cogitar concretar toda a área externa depois de ter problemas com jardineiros mal orientados que danificavam o gramado com equipamentos inadequados. Em outro exemplo, uma cliente teve o vidro da casa quebrado por uma pedra arremessada por uma roçadeira usada de forma errada sobre a grama.


Esses exemplos reforçam o quanto é importante observar com atenção alguns fatores antes de definir a espécie ideal de grama:


  • Tipo de solo (argiloso, arenoso, com boa drenagem ou compactado);

  • Nível de insolação e sombreamento;

  • Frequência de manutenção prevista (rega, corte, adubação);

  • Uso do espaço (contemplativo, passagem, área com crianças ou pets).



A escolha certa exige técnica e orientação


Oferecer um guia simples de cuidados, com frequência de rega, altura de corte e tipo de equipamento ideal, pode ser o que separa um gramado bonito de um gramado durável. E, mais do que proteger o jardim, esse cuidado protege também a reputação do paisagista.


Em conversas com fornecedores e profissionais do setor, fica claro que a escolha da grama não termina na especificação do projeto. Entender o manejo correto e orientar o cliente sobre os cuidados básicos faz toda a diferença na durabilidade do gramado.


O olhar técnico como diferencial


Antes de bater o martelo sobre a espécie, vale revisar alguns critérios essenciais:


  • Qual o tipo de solo predominante? (argiloso, arenoso, drenável?)

  • Como é a incidência de sol e sombra ao longo do dia?

  • O cliente poderá manter uma rotina de irrigação e corte?

  • A área será de passagem, descanso, recreação com pets ou crianças?


Quem já enfrentou problemas com gramado sabe o quanto esse cuidado faz diferença. A paisagista Fabiana Bellini relembra uma experiência que mudou sua forma de trabalhar:


“A gente teve um jardim com cachorro, sombra, e a grama esmeralda simplesmente não aguentou. Foi aí que a gente entendeu que precisa estudar mais antes de usar qualquer uma. Hoje, oriento cada cliente sobre o que esperar e como cuidar e a diferença é visível.”

Fabiana Bellini no Podcast Arte da Mata


Vale olhar com atenção para os jardins que você já entregou e para os que estão no papel. A grama escolhida conversa com o uso real? Com o solo, o sol, o cliente? Às vezes, uma pequena mudança na base transforma o projeto inteiro.



Projetos com a Qually Grama - Fonte: quallygrama.com.br




Escrito por Bruna Sakamoto

Comunicadora

 
 
 

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