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IRRIGAÇÃO: CUSTO OU INVESTIMENTO PARA O PAISAGISMO?

Foto do escritor: Por Bruna Sakamoto
Por Bruna Sakamoto
10 de jun.
5 min de leitura

Projeto da SM Irrigação - Fonte: facebook.com/smirritacao


Fala, paisagista! Vamos conversar sobre uma etapa do jardim que muitas vezes não aparece nas fotos, mas que pode definir se o projeto vai permanecer bonito depois da entrega: a irrigação.


No orçamento, é comum que o cliente enxergue a irrigação como mais um custo. Afinal, depois de investir na casa, na piscina, nos revestimentos, na iluminação e no próprio paisagismo, ele pode pensar: “Será que eu preciso mesmo gastar com isso?”


Projeto na Quinta da Baroneza  - Fonte: instagram.com/sm_irrigação


À primeira vista, regar manualmente parece uma solução simples. O cliente pode dizer que gosta de molhar as plantas, que isso é uma terapia ou que o jardineiro consegue resolver. Mas, na prática, quem trabalha com paisagismo sabe que a rotina de rega exige tempo, constância e precisão.


Durante sua participação no podcast Arte da Mata, Silvestre Mota, da SM Irrigação, resumiu bem essa situação: “Pode ser uma terapia. No primeiro dia.”

Silvestre Mota no Podcast Arte da Mata


A frase parece brincadeira, mas revela uma dor real. Em um jardim maior, a rega manual pode consumir duas ou três horas do dia. E, quando isso precisa acontecer com frequência, o que parecia prazeroso começa a virar obrigação.


Além disso, regar com mangueira não garante uniformidade. O cliente pode esquecer uma área, molhar outra demais, interromper a rega no meio ou não saber exatamente quanta água cada planta precisa. E planta não precisa simplesmente de muita água. Ela precisa da umidade certa, na frequência certa, de acordo com a espécie, o solo, a insolação e o uso do espaço.


Reforma de irrigação no Condomínio São Luiz pela SM Irrigação - Fonte: instagram.com/sm_irrigação


O custo de não irrigar aparece depois

A irrigação fica escondida. Ela não chama atenção como uma árvore escultural, um maciço bem composto ou um gramado recém-instalado. Mas a falta dela aparece rápido: plantas desidratadas, folhas queimadas, gramados manchados, canteiros irregulares, raízes apodrecidas por excesso de água mal distribuída e perda de mudas.


Silvestre lembra que o paisagismo já é um investimento importante. Por isso, deixar a irrigação de fora pode comprometer justamente aquilo que o cliente acabou de pagar para construir:


“Você investe forte no paisagismo e, se deixa essa etapa importante, que é a irrigação, de lado, com certeza vai ter um grande problema.”

Jardins com falta de uniformidade na irrigação


Esse ponto muda a conversa. A irrigação não deve ser apresentada como um luxo ou como um acessório técnico. Ela precisa ser entendida como uma camada de proteção do investimento feito no jardim.


E essa proteção também envolve a reputação do paisagista.


Quando uma planta morre, o cliente nem sempre separa o que foi erro de rega, problema de manutenção, escolha inadequada de espécie ou falha de implantação. Para ele, muitas vezes, o jardim simplesmente “não deu certo”. E essa percepção pode recair sobre quem assinou o projeto.


A irrigação precisa acompanhar o projeto

Assim como a escolha das plantas depende do contexto, a irrigação também precisa ser pensada de acordo com cada jardim. Um gramado exige uma solução. Um canteiro de folhagens exige outra. Vasos, jardineiras, árvores, áreas sombreadas, áreas de sol pleno e jardins verticais têm necessidades diferentes.


Como explica Silvestre: “A irrigação precisa acompanhar. Ela tem que ser fidedigna ao projeto de paisagismo.

Projeto paisagístco de Daniel Nunes - Fotografia: Pedro Russo


Isso significa que o projeto de irrigação precisa nascer a partir da leitura do projeto paisagístico. Onde há grama, é preciso pensar em uniformidade. Onde há canteiro, é preciso considerar porte, tipo de planta e demanda hídrica. Onde há sol e sombra no mesmo jardim, a setorização passa a ser fundamental.


O paisagista Gustavo Carvalho também chama atenção para esse ponto. Para ele, não faz sentido colocar no mesmo setor de irrigação um corredor sombreado e uma área de piscina que recebe sol o dia inteiro. Se o sistema for regulado para a área ensolarada, a área sombreada pode ficar encharcada. Se for reduzido para evitar excesso na sombra, as plantas do sol podem sofrer com falta de água.


Gustavo Carvalho no Podcast Arte da Mata


Ou seja: economizar na irrigação pode parecer vantajoso no orçamento, mas pode gerar problemas no desenvolvimento do jardim.


Antes de tratar a irrigação como custo, vale observar alguns pontos:


  • Tipo de jardim: gramado, canteiro, vasos, jardineiras ou jardim vertical;

  • Nível de insolação e sombreamento ao longo do dia;

  • Necessidade hídrica das espécies escolhidas;

  • Disponibilidade de pontos de água e energia;

  • Fase da obra em que o projeto se encontra;

  • Capacidade real do cliente de manter uma rotina de rega manual.



Projeto paisagístco de Alex Hanazaki e irrigação por SM Irrigação - Fonte: instagram.com/sm_irrigação


A escolha técnica protege a entrega

Uma das maiores dificuldades aparece depois da implantação. Nos primeiros meses, o jardim ainda está se adaptando. As plantas passaram por transporte, manuseio, replantio e mudança de ambiente. Nesse período, a água bem distribuída faz muita diferença.


A paisagista Rafaela Deodoro reforça esse cuidado com seus clientes no pós-obra.


Rafaela Deodoro no Podcast Arte da Mata

Em uma de suas falas no Arte da Mata, ela resume: “Não adianta a gente usar o melhor substrato, melhorar tudo, usar o melhor de tudo, se não regar, vai morrer.”

Renê Wakim, especialista em nutrição e solo, também foi direto ao ponto ao falar sobre a importância da água no sucesso do jardim:


Renê Wakim no Podcast Arte da Mata

“Água é 70, 80% do sucesso do jardim. Sem água nada disso acontece.”

Jardim com rega desregulada


Essas falas mostram que irrigação não é apenas sobre molhar plantas. É sobre garantir que o projeto tenha condição de se desenvolver.


Planejar antes evita retrabalho

Reforma de irrigação no Condomínio São Luiz pela SM Irrigação - Fonte: instagram.com/sm_irrigação


Outro ponto importante é o momento certo de chamar a empresa de irrigação. O ideal é que isso aconteça antes da implantação do jardim, quando ainda é possível prever tubulações, pontos de água, energia, automação, setores e passagens.


Quando a irrigação entra tarde, depois que o jardim já está pronto, muitas vezes é necessário abrir valas, mexer em plantas, atravessar pisos, improvisar caminhos e recuperar áreas que já estavam finalizadas. Dá para fazer, mas o custo, o transtorno e o risco aumentam.


Por isso, o apoio de uma empresa especializada pode ajudar o paisagista a prever melhor essa etapa. A SM Irrigação, por exemplo, atua nesse ponto como parceira técnica, contribuindo para que a irrigação acompanhe o projeto desde o início e não apareça apenas como uma solução emergencial depois que o problema já aconteceu.


Irrigação é permanência

Um jardim bonito no dia da entrega encanta. Mas um jardim que continua bonito depois de meses constrói confiança, gera indicação e fortalece a imagem do paisagista.


É nesse ponto que a irrigação deixa de ser vista como custo e passa a ser entendida como investimento.


Expansores de irrigação funcionando - Fonte: instagram.com/sm_irrigação


Ela protege as plantas, o gramado, a implantação, o tempo do cliente, a garantia e a reputação profissional de quem projetou.


Antes de cortar a irrigação do orçamento, vale fazer uma pergunta mais estratégica: quanto custa economizar em uma etapa que pode comprometer todo o investimento feito no paisagismo?


No fim, irrigação não é apenas sobre levar água até as plantas.


É sobre fazer o projeto permanecer vivo.






Escrito por Bruna Sakamoto

Comunicadora






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