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JARDINS COM PROPÓSITO: CURADORIA, TEMPO E ESCUTA NO PAISAGISMO

  • Foto do escritor: Por Bruna Sakamoto
    Por Bruna Sakamoto
  • 23 de mar.
  • 2 min de leitura

Projeto com a Árvores Hara - Fonte: https://www.instagram.com/arvoreshara/


Olá, colegas paisagistas! Hoje vamos falar sobre um tema que tem ganhado cada vez mais força no setor: os jardins com propósito, que vão muito além da estética.


Quando falamos nisso, estamos falando de jardins pensados com mais intenção, mais coerência e mais atenção ao que o espaço e quem vai vivê-lo realmente precisam.


Projeto com a Árvores Hara - Fonte: https://www.instagram.com/arvoreshara/


Nesse contexto, a fala de Helô Pedroso e Luciana Ramos, da Árvores Hara, traz uma reflexão importante. No episódio em que participaram do Arte da Mata, Helô relembra que, desde o início, existia a vontade de “entregar um manual de cuidados” e de “saber a história das árvores”. A fala mostra uma visão em que a árvore não entra no projeto apenas como ornamento, mas como um elemento que carrega cuidado, contexto e valor.


Luciano Ramos e Helô Pedroso no podcast Arte da Mata


Ao longo da conversa, também fica claro que esse olhar envolve seleção, acompanhamento e atenção ao papel que cada árvore pode exercer no jardim. E esse tema não fica apenas no campo da sensibilidade. Ele também passa pela técnica. Ao explicar o preparo das árvores, Helô resume de forma muito clara: “tem que esperar o tempo da planta”.


Esse ponto ganha ainda mais força na fala do renomado paisagista Alex Hanazaki, que afirma: “A gente não solta nenhuma árvore se ela não está com o período ideal para criar novas raízes.”.

Alex Hanazaki no podcast Arte da Mata


Ou seja, um jardim com propósito também exige respeito ao ritmo da natureza.


Jardim VMN - Fotografia: Estúdio NY 18 em hanazaki.com.br


Ao lado da técnica, há outro aspecto essencial: a escuta.


A paisagista carioca Gabriela Setta resume isso muito bem ao dizer que o papel do profissional é “escutar o coração do cliente”. Em outro momento, ela afirma que “jardim mora na memória afetiva das pessoas”.

Gabriela Setta no podcast Arte da Mata


Projeto criado por Landscape Jardins, Fotografia: André Nazareth - Fonte: https://casa.abril.com.br/


As duas falas ajudam a mostrar que um jardim com propósito não nasce só do repertório técnico, mas também da capacidade de entender o que aquele espaço representa para quem vai viver ali.


Projeto com a Árvores Hara - Fonte: https://www.instagram.com/arvoreshara/


A ideia de que o jardim precisa ter identidade própria também aparece na fala do paisagista mineiro Felipe Fontes. Ao comentar um projeto pensado a partir do jeito de viver da cliente, ele resume essa lógica de forma muito clara: “foi feito para ela”.


Claudia Canales amplia essa reflexão ao defender que o paisagismo não pode ser apenas “só decoração” e que os elementos precisam entrar “com propósito”.


Projeto com a Árvores Hara - Fonte: https://www.instagram.com/arvoreshara/


Quando reunimos essas falas, fica mais fácil entender o que está por trás dessa ideia: um jardim com propósito é aquele em que a escolha das plantas não é aleatória, o tempo da natureza é respeitado e o projeto faz sentido para quem vai viver nele.


Talvez esse seja o ponto central que todos eles ajudam a mostrar: no paisagismo, propósito não está no discurso. Está nas escolhas.






Escrito por Bruna Sakamoto

Comunicadora

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